Uma guria de Porto

Adriele Albuquerque. 16 anos. Gaúcha. Estudante. Blogueira (paraumnovoolhar.blogspot.com). Ativista. "De mim nada sei. Racionalizar eu não quero; quero apenas sentir, bailar e cantar..."

Permalink Se fôssemos mais diretos, se arriscássemos mais. Tenho o infeliz hábito de colocar toda a culpa em cima de mim. De acreditar que apenas eu estou errada. De perdoar. Eu leio os teus escritos e não sei para quem é. Seria muito egoísmo meu crer que aqueles parágrafos são destinados a mim? Seria muita melancolia chorar, se forem para uma outra? Tenho o infeliz hábito de achar que não é comigo. Que sempre há uma terceira pessoa na história. Melhor do que eu. Mas inteligente do que eu. Mais rápida. Livre. Alguém que possa atender ao teu chamado no meio da madrugada, diante da solidão. Resistência. 
Eu sinto saudade. Muita saudade. 
Permalink A lua
Nestas noites sem perspectiva, sem a tua companhia, sem nada a fazer
Eu quero entender o que tu tens para me dizer
Às vezes eu acredito que possa ser verdade, que tu queiras me ver
Mas as tuas palavras, ditas a outro alguém, me fazem temer
Eu fujo de ti, de mim mesma
- quero evitar que machuque mais, que doa mais.
Nego este sentimento, procuro maneiras de ocultá-lo, de reprimi-lo;
Ele, todavia, luta: quer liberdade de expressão - e não existe força alguma para tirá-la dele.
Resta-me olhar para o manto negro, para o nada e para o tudo
Estrelas eu não encontro, pois elas são insignificantes perto do grande satélite, que chama minha atenção.
É a dona esperança. A sua luz cai sobre mim. 
A partir da sua mensagem, então, acredito na tua solidão e que tu ainda estás a  me esperar.
Por Adriele
Permalink
Permalink
Permalink

Um sorriso.

oisoufelizevoce:

Aquelas manhãs frias de inverno. Aquele momento em que tu não consegues sair da cama, mas sabes que precisa. A aula, o trabalho ou qualquer outra atividade faz com que tu levantes. A caminho delas, então, tu pensas e percebes que não estás bem… Mas não queres que os demais vejam o teu semblante triste, o teu olhar vago e a dor que carregas escondida no teu peito.

Um sorriso no rosto. É isso que tu colocas. E faz para tentar esquecer aquilo que te afliges, virando, assim, uma nova página, aproveitando a companhia de quem nada tem a ver com a história toda para se sentir melhor. Lá dentro, entretanto, há um coração. Um coração que grita, mas não pode nem quer ser ouvido.  

(Source: jah-atmospheree, via vidasquesecruzam)

Permalink
Permalink biratesbocegi:

J. Depp

Um homem incrível. Completo. Lindo.
Permalink
Permalink
Permalink Os livros. Considerados uma das maiores preciosidades da humanidade - ao menos por mim. Para cada momento da tua vida, existe uma história e/ou textos não-literários que podem te ajudar, fazendo com que tu esqueças ou reflitas sobre o que se passa ao teu redor. As palavras podem carregar diversos significados. Cabe ao leitor interpretá-las. A leitura não fará com que tu percas tempo, mas sim com que busques cultura, sabedoria e um mundo novo a cada livro aberto.  
Permalink Sonhadora = Adriele. Sonhar… É tão bom, é espontâneo, incontrolável. Costumo tentar concretizar meus desejos, trazê-los para a realidade. Às vezes, parece que algumas “metas” que tenho a cumprir são inatingíveis, mas eu não desisto delas. Aliás, o verbo desistir nunca estará na mesma oração que o substantivo Adriele. Fora de cogitação. Sem concordância. Quero viver, sentir e sempre ser surpreendida. Desvendar a África. Por que não?
Por Adriele Albuquerque
Permalink A floresta é tão misteriosa, é sombria, é grandiosaEla caminha, encolhida, sob seu manto vermelho- tem medo de que alguém possa atacá-la; tem medo do desconhecidoSegue, não vê ninguém, escuta alguns ruídos e teme-os; continua a trilhar.Sente-se só, gostaria de ter uma companhia; mas disseram-lhe: não fala com estranhos!Na sua cestinha, carrega deliciosas tentações e tem de escondê-las, diz a mamãe.Perdeu-se, a casa da vovó é tão distante e ela não quer ir até láA rotina é tão desgastante - ver a senhora, ali, deitada, sem sequer falar.Ela quer inovar, quer tentar e encantar.Em meio aos seus passinhos curtos e incertos, alguém aparece - e que alguém!Tem medo, inicialmente, não sabe se recua, não sabe como proceder;mas, a criatura misteriosa a faz entender que não há mal na floresta - que ela pode conhecer.Segurando firme as suas mãozinhas trêmulas, o canino ajuda-a a desvendar os mistérios que existem entre árvores, leões e caçadores.A guria fica tão encantada - ela quer saber mais! Ela quer estar ao seu lado.Ele lhe estimula, desafia e auxilia. Ele lhe desperta outras sensações.Tão errado, não é, pequenina? Os caçadores não vão gostar.“Não fala com estranhos, vai direto à casa da vovó”. As ordens martelam os seus pensamentos.Rebela-se, deixa a velhinha por um instante e segue com o seu lobo ofegante.Tira a capa; mostra seu rosto, seu espírito, suas virtudes.Quer atingir a plenitude - e usa a sua juventude.Agora não é mais criança: é a mudança.E como borboleta segue seu velho pássaro, porque é nele que está a verdade - ele a fez enxergar a realidade.Tem poucos dias, ao sair do casulo, por isso precisa enfrentar o escuro e correr atrás dos seus planos mais absurdos;mas que absurdo é esse que a faz tão feliz, que deixa-a tão segura?É quase noite - para onde correr? Como seguir?Se quisesse, ao menos, sair dali. Da floresta não sai mais. “O meu guia - aquele que me dá segurança - aonde está?” Ele some e, de repente, aparece - para de me assustar!Nessas idas e vindas, a capa cobre e descobre aquilo que devia triunfar, o que ela quer mostrar.Criatura magnífica, não deixa que os caçadores vençam! A tua pequena, pois, despertou, na floresta se enraizou e agora não se vai mais.
Por Adriele Albuquerque
Permalink Crianças. Existem culturas deveras diversificadas neste mundão louco. Conflitos espalhados por todas as partes. Intere$$es capitalistas falando mais alto, colocando a paz, o amor e a “unidade” de lado, valorizando apenas aquilo que traz dinheiro. O petróleo, por exemplo. E, em meio a tanta confusão, ao caos, enxergarmos anjos, pequenos que carregam consigo a esperança. É a defesa pela sua vida, pela sua segurança, que prevalecerá no coração de muitos. Enquanto uma criança sorrir, a Terra estará a salvo. 
Por Adriele Albuquerque
Permalink
Permalink A televisão. São poucos aqueles que têm controle sobre o que se passa nela. Nós somos manipulados de forma bastante “indireta” pelas maiores emissoras do Brasil e do Mundo. O Pinóquio mente e automaticamente se acusa, dado o crescimento do seu nariz. A tevê, entretanto, utiliza o Circo para nos conduzir a pensamentos e “conclusões”, muitas vezes, inconscientes, mas significantes. Querem que sigamos o senso comum. Que fiquemos estáticos. Imóveis. Sem voz. Somos as marionetes deles.
Por Adriele Albuquerque.
Foto: Street Art Utopia